segunda-feira, 4 de junho de 2012

JORNAL OPÇÃO DIVULGA MATÉRIA SOBRE O FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA UFG

Professores fazem indicativo de greve para o dia 11
Antes, categoria se reunirá por meio do Fórum de Mobilização dos professores da Universidade Federal de Goiás e em assembleia organizada pela Adufg
Ketllyn Fernandes

Assim como ocorreu com as manifestações do Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás) no início deste ano, em que um movimento paralelo atuava em prol de melhorias à categoria de forma mais incisiva durante a greve que durou 51 dias; docentes da UFG criaram o Fórum de Mobilização dos professores da Universidade Federal de Goiás, que nesta segunda-feira, 28, se reúne para tratar de questões referentes à possibilidade de greve dos professores no estado, cujo início está previsto para o dia 11 de junho.  A adufg também tem agendada uma assembleia geral da categoria para o dia 6 de junho, em que serão tratados, dentre outros assuntos, a paralisação.

O grupo aponta a Adufg (Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás) como acomodada ante os problemas enfrentados pela classe: reajuste salarial, gratificações e falta de comprometimento por parte do governo federal – que adiou para 2013 o compromisso firmado em 2011 que previa a instauração de um novo plano de carreira até março de 2012.

Pelo acordo firmado com o sindicato nacional da categoria, este ano seria concedido um aumento de 4% aos professores, porém a promessa não foi cumprida, dando origem a uma ameaça concreta de greve para o último dia 17 de maio. O MEC (Ministério da Educação) então decidiu por assinar a Medida Provisória n° 568, que tornou efetivo e retroativo a março o acordo firmado em 2011.

Reivindicações

O Fórum, entretanto, alerta que somente os 4% de reajuste não trarão mudanças significativas, uma vez que o aumento afeta diretamente o salário de grande parte dos docentes, por mudar o regime de recebimento da data-base anual, resultando, conforme consta em carta aberta do Fórum, em valores congelados e nominais.

Outro ponto de insatisfação são as perdas acumuladas pelos professores que atuam em IFES (Instituições Federais de Ensino Superior). Conforme levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), os docentes dos institutos já acumulam perda de 16% de 2009 a julho 2011.

A classe convive hoje com defasagem salarial, que se comparada a um salário pago em 2003 para um pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e um professor com doutorado variava em apenas R$ 300 a menos para o segundo;  atualmente a diferença pode chegar a até R$ 5 mil.

Para além de questões financeiras, o Andes (Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior)aponta que o cenário atual das universidades federais é o seguinte: “Instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aulas, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a qualidade de ensino.”

O governo

Em contrapartida às questões apontadas pela categoria em âmbito nacional, o ministro da Educação, Aluízio Mercadante, afirmou no último dia 23, quarta-feira, que o governo cumpriu com todos os acordos firmados ano passado com os professores universitários federais, se referindo ao reajuste de 4%. Sobre a restruturação do Plano de Carreira, o ministro defendeu que ainda está dentro do prazo, já que a proposta pode ser enviada até 31 de agosto para aprovação do orçamento.
Mercadante reiterou não ver necessidade para deflagrar uma greve, já que está em andamento uma negociação com o governo. “Não há qualquer prejuízo material para os docentes”, pontuou.  Segundo ele, uma paralisação de professores iria de encontro a todos os esforços do governo em desenvolver o ensino superior no Brasil. “São 220 mil novas vagas, 14 universidades e 132 novos campi para dar suporte a esse 1 milhão de matrículas. Desde 2005, investimos R$ 8,4 bilhões na reestruturação da rede federal. Somente em 2012, o investimento é de R$ 1,4 bilhão. Temos 3.427 obras”, concluiu.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA UFG PROMOVE O DEBATE


 REESTRUTURAÇÃO DA UNIVERSIDADE: 
CARREIRA DOCENTE, CONDIÇÕES DE TRABALHO E GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
Profa Dra. Kátia Lima (UFF)

LOCAL: AUDITÓRIO DA FACULDADE DE DIREITO

DATA: 05/06
HORÁRIO: 19h30

Participem

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CONQUISTA DO MOVIMENTO DOCENTE - UFBA EM GREVE


HOJE É UM DIA HISTÓRICO DA UFBA. DEPOIS DE VÁRIOS ANOS SEM QUALQUER MOBILIZAÇÃO E GREVE, A BASE, PASSANDO POR CIMA DA DIREÇÃO CONCILIADORA E GOVERNISTA DO SINDICATO, APROVOU POR UMA MAIORIA ESMAGADORA A DEFLAGRAÇÃO DA GREVE.

SÃO MAIS DE 50 UNIVERSIDADES EM GREVE EM TODO O PAÍS, QUE SE LEVANTAM CONTRA A POLÍTICA PRIVATISTA E DESAGREGADORA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA.

UFBA É A PRIMEIRA UNIVERSIDADE, CUJO SINDICATO É DIRIGIDO POR UMA DIRETORIA DO PROIFES, QUE ENTRA EM GREVE, SOLIDARIZANDO-SE COM O MOVIMENTO NACIONAL.

É UMA GREVE HISTÓRICA, EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA.

AGORA, CAMARADAS, VAMOS À LUTA, E SÓ TERMINAREMOS COM A VITÓRIA DO COLETIVO.

À LUTA COMPANHEIROS!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

EM REUNIÃO AMPLIADA DO FÓRUM, PROFESSORES E ESTUDANTES AVALIAM A SITUAÇÃO DA GREVE NACIONAL E DELIBERAM AGENDA DE MOBILIZAÇÃO


     Na tarde de hoje (28/06) na Faculdade de Educação da UFG reuniram-se aproximadamente 60 pessoas (com mais de 50 professores de diferentes unidades) e estudantes para debater os rumos da mobilização docente na UFG. A reunião foi aberta com informes, cujos destaques foram: 1) o quadro geral da greve indica que há 49 IFES em greve em todo o país; 2) a UFG já está em greve. Os campus de Catalão e de Jataí estão com suas atividades paralisadas e o da Cidade de Goiás apresenta indicativo para os próximos dias; 3) as Faculdades de Educação e de Ciências Sociais promoveram reuniões entre os professores e deliberaram pela participação no Fórum; 4) a Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física apresenta apoio ao movimento grevista e ao Fórum.
     Após os informes houve uma rodada de discussão e análise sobre a conjuntura atual da greve e das possibilidades de mobilização dos docentes na UFG. Também foram feitas ponderações sobre o caráter do fórum, suas pautas e o modo de encaminhá-las. É importante ressaltar o caráter democrático e aberto às ideias e ao debate, como a bastante tempo não se via no interior da organização docente nesta universidade.
     Ao final da rodada de debate foram encaminhadas as seguintes deliberações:
1)      A inserção do termo “permanente” no nome do Fórum;
2)      O Fórum passa a se caracterizar como um espaço de mobilização e debate da Universidade, reunindo professores, técnicos e alunos; nesse momento o fórum assume como pauta central a questão das condições de trabalho e da carreira dos docentes das IFES e a construção da greve nacional;
3)      Organizar outras formas de divulgação e informação sobre as pautas debatidas pelo Fórum (redes sociais, listas de e-mails, reuniões institucionais etc);
4)      Haverá uma série de Conselhos Diretores e reuniões acontecendo nas unidades durante essa semana. Ficou deliberado que os participantes do Fórum mobilizarão suas unidades distribuindo a carta e discutindo com os demais professores durante essas reuniões.
FE – CD - 30/05 às 14horas
FEF – CD - 29/05 às 14 horas
CEPAE – CD – 31/05 às 14 horas
FAV – CD – 29/05 às 09 horas
LETRAS – Reunião durante a semana
FCS – Reunião 30/05 às 14 horas
Campus Cidade de Goiás – Reunião durante a semana
5)      Foram organizadas duas comissões para fazer passada nas unidades que não estiveram presentes na reunião do Fórum: a) Campus Samambaia – profes Wilson Lino (FEF), Reigler Pedroza (FEF), Eduardo Santos (FEF); b) Campus I – profes Ged Guimarães (FE), Rita de Cássia Silva (EEC), Fernando Lacerda (FE). (caso haja mais voluntários entrem em contato no e-mail: professoresnalutaufg@gmail.com);
6)      Deliberou-se também a realização de um dia de MOBILIZAÇÃO E DEBATE na UFG, no dia 05/06. Serão realizadas atividades de mobilização e discussão sobre a atual situação das Universidades Federais, da UFG e dos trabalhadores dessas instituições em cada unidade, na parte da manhã. No período vespertino e noturno haverá um debate amplo sobre a questão supracitada (local e horários a serem definidos);
7)      No dia 06/06 o Fórum fará mobilização dos seus participantes para a Assembleia de professore convocada pela ADUFG, a ser realizada no Anfiteatro do IME – Campus Samambaia, às 14 horas;
8)      No dia 11/06 nova reunião do Fórum (no Campus Samambaia – local e horário a ser definido) para avaliação das ações e da deliberação da Assembleia de professores;
9)      O Comando Nacional de Greve dará apoio às ações do Fórum;
10)  O Fórum solicitará ao Comando de Greve Nacional, em Brasília, a participação da professora Lucinéia (FCS) e do professor Luís Gustavo (CCG) como observadores;

     Professores é hora de ampliar nossas ações e avançar no diálogo com a comunidade universitária. É hora de luta!! O Fórum Permanente de Mobilização dos Professores da UFG se movimenta...

contato: professoresnalutaufg@gmail.com

sábado, 26 de maio de 2012

II REUNIÃO DO FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA UFG

Prezados professores,

O quadro de greve nacional se amplia. Já são 47 IFES paralisadas nesse momento. Na UFG (Goiânia) o debate ainda não avançou sobre a deliberação de greve feita na última assembléia do sindicato dos docentes dessa universidade.
É hora de nos esclarecermos à respeito da situação e de nos prepararmos para a Assembleia do dia 06/06 tirada pela ADUFG. O Fórum de Mobilização dos Professores realizará sua segunda reunião no DIA 28/05/2012 ÀS 14 horas, na FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFG.

PARTICIPEM!

CARTA ABERTA DO FÓRUM DE MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA UFG AOS PROFESSORES E À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA


Caros (as) docentes,

A situação dos Trabalhadores Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil apresenta um quadro de impasses e um clima de incerteza em relação: à natureza da atividade acadêmica e universitária; às condições de trabalho, cada dia mais precarizadas; à proposta do governo de reestruturação da carreira; e, consequentemente, às mudanças na aposentadoria.
Concretamente, verifica-se que último reajuste salarial ocorreu em 2010 (reposição abaixo da inflação). O acordo assinado em 2011 (reajuste de 4% a partir de março de 2012) até hoje não foi recebido pelo professor. Somente após novas pressões e o indicativo de Greve para o dia 17 de maio que o Governo resolveu apresentar a proposta de editar a MP nº 568 que atende a reposição de 4%, mas afeta o salário de vários docentes ao mudar o regime de recebimento de abono de insalubridade e periculosidade (seus valores foram congelados, pois se tornaram valores nominais).Outrossim, a mesa de negociação salarial de 2012 não possui nenhuma proposta governamental de aumento salarial efetivo e de atendimento da data-base anual. Muito pelo contrário, o Governo já deixou claro que sua proposta é reajuste 0% para os anos de 2012 e 2013, quando, efetivamente, os docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) já acumulam uma perda de 16% de 2009 a julho de 2011 de acordo com os cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). A forma protelatória com que o governo tem conduzido as mesas de negociação está explicitando a ausência de interesse em dialogar com as necessidades das Universidades Federais e de seus trabalhadores. Efetivamente não existe uma proposta governamental em debate.
No que diz respeito à proposta de reestruturação da Carreira apresentada pelo governo, a situação é mais preocupante. Desde o segundo semestre de 2010 uma mesa de negociação da Carreira entre governo e entidades foi aberta com o prazo de conclusão em março do presente ano. A minuta do projeto apresentada pelo governo destrói o princípio da unitariedade entre ensino, pesquisa e extensão e aponta para um quadro de hiperprecarização do trabalho dos docentes. É possível identificar o pacote de atrocidades nos seguintes pontos do documento apresentados pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG):
a) Sobre ingresso na carreira: todos passam a ingressar como auxiliar, independente da titulação, o que significa no mínimo 24 anos para alcançar o topo da carreira;
b) Quanto à progressão: fa-se-á por meio de avaliação por desempenho regulamentada pelo MEC, desconsiderando a avaliação institucional e desrespeitando a autonomia universitária. A progressão entre os as classes de Auxiliar, Assistente e Adjunto serão feitas com base na avaliação do desempenho, considerando, sobretudo, a carga horária investida em hora aula. Para transitar da classe de Adjunto para Associado será compulsório ao professor estar vinculado à pós-graduação (Stricto Sensu) e ter projeto de pesquisa nos 2 ultimos anos. A progressão poderá ser acelerada para um interstício de 18 meses na mudança entre níveis e classes se o professor assumir carga horária igual ou superior a 12 horas semanais de aula na graduação;;
c) Reposicionamento dos aposentados: com a criação da classe de associados os professores já aposentados foram prejudicados, pois não há previsão de enquadramento na nova carreira, ficando fora da classe de Associado. Isso significa uma forma de empurrar para baixo os vencimentos dos aposentados e forçar uma “reforma da previdência” por meio da reestruturação da carreira;
d) Vencimento: manutenção da remuneração em duas linhas, isto é, Vencimento Básico e Remuneração por Titulação. Outro problema é que a Retribuição por Titulação é proposta em valores nominais, o que significa a possibilidade de congelamento de parte significativa do salário;
e) Manutenção da classe de titular separada do restante da estrutura da carreira, o que significa prejuízos na aposentadoria e manutenção de uma dupla carreira;
f) Cria Remuneração por Projeto: projetos de pesquisa, extensão e especialização com financiamento serão administrados de forma centralizada por órgãos das reitorias, afetando a autonomia docente no desenvolvimento de projetos e desonerando o Estado do financiamento da pesquisa e extensão. Os professores serão remunerados para realizar esses projetos, desde que não reduza seus encargos com carga horária de aulas e atividades administrativas, intensificando ainda mais o trabalho docente;

Você conhece a proposta? Sabe o que está acontecendo até o momento? Sua entidade sindical lhes trouxe algum debate sobre o assunto? Pois bem, o governo se mostra irredutível na negociação dos pontos cruciais da proposta de reestruturação da carreira, demonstrando sua indisposição para o diálogo com a categoria. A aparência de abertura ao debate tem se revelado como uma estratégia de protelar a questão, desmobilizar os professores e definir de cima a baixo uma proposta de carreira que sela a precarização do trabalho docente por meio de mecanismos mercantis e gerencialistas de organização das atividades acadêmicas, da estrutura da carreira e da malha salarial dos professores das IFES.
Você sabia que sua aposentadoria está em risco? O mais recente pacote de reforma previdenciária de caráter privatista, ao sancionar a nova estrutura da previdência do servidor público equiparando-a a previdência geral da iniciativa privada, com um teto remuneratório de R$ 3.916,20. Assim, a partir deste valor, o servidor deverá optar por um fundo de previdência complementar, estruturado segundo a lógica do mercado de previdência dos bancos. Esta medida consolida o fim da isonomia entre ativos e aposentados e amplia as desigualdades entre os docentes das IFES (que se estende aos demais trabalhadores do serviço público federal) retirando direitos históricos. Neste sentido, é essencial afirmarmos que o atual Regime Geral da Previdência já é expressão deste processo de retirada de direitos e de sua conversão em serviços do mercado (privatização). Não podemos nos iludir que tal reforma afetará apenas os professores que entrarem após a regulamentação do novo regime previdenciário dos servidores públicos federais, pois a tendência é de que a afete a todos de variadas formas.
Como estão suas condições de trabalho? Alguém tem discutido a precariedade crescente do trabalho docente na UFG? O que fazer? No que diz às condições de trabalho, a realidade das IFES não é muito diferente daquilo que está acontecendo cotidianamente na própria UFG. Dialogando com os colegas e sentindo na própria pele, podemos identificar desde questões graves, como foi o caso do ventilador de teto que caiu sobre a cabeça de um estudante durante a aula no Campus Cidade de Goiás, até a falta de sala de professores nas unidades acadêmicas. É necessário listar os problemas que os docentes vêm acumulando em seu trabalho tais como: excesso de carga horária de aulas e de atividades administrativas, limitando o envolvimento com pesquisa e extensão; burocratização do trabalho por meio da compulsoriedade do preenchimento de relatórios, planilhas e processos; acumulação de funções em razão da insuficiência do número de servidores técnico-administrativos; exigências insustentáveis na pós-graduação em função da política de avaliação estandartizada baseada no produtivismo acadêmico e, consequentemente, a desqualificação da graduação, porque secundarizada; complementação salarial por meio da ampliação e intensificação da jornada de trabalho; equipamentos e laboratórios precarizados, entre outras. O resultado deste processo tem sido: o assédio moral no trabalho; a divisão hieráquica do trabalho nas unidades (em que os professores em estágio probatório ou que estejam fora dos programas de pós-graduação arcam com o ônus do trabalho excessivo); o clima de competição exarcebada; o silenciamento nos campus e a ausência do debate das questões mais candentes no campo da sociedade, educação, ciência e tecnologia; e, de modo extremamente preocupante, o sofrimento e adoecimento dos professores.
Como professores dessa universidade, compreendemos que a gravidade da situação não tem sido debatida por aqueles que têm o dever de fazê-lo. A ADUFG – Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás, não tem informado, debatido ou movimentado os professores em torno das pautas salariais, de carreira, de aposentadoria e de condições de trabalho. Essa é a tarefa de um sindicato. O clima de insatisfação com as condições de trabalho e com o salário, associado à desinformação e despolitização intencional tem sido extremamente prejudicial à categoria de docentes dessa Universidade. Sindicato é para lutar!
Dentro da conjuntura atual os servidores públicos federais, e em especial os docentes da Universidade Federal de Goiás (UFG), não podem resignar-se à arbitrariedade do Poder Executivo e ao imobilismo de nosso sindicato. As possibilidades de conquistas neste momento – inclusive dos 4% já acordados em 2011 –, dependem única e exclusivamente da capacidade de organização e de mobilização dos professores das universidades, em conjunto com os demais servidores públicos federais. Nós, professores da UFG, não podemos ignorar que 39 Universidades Federais em todo o território nacional estão em greve, com atividades suspensas por tempo indeterminado. Neste momento, em que as negociações estão tendo apenas um caráter protelatório, a greve desencadeará um processo de pressão sobre as mesas de negociação. Os servidores técnicos administrativos já estão em estado de greve novamente.
No âmbito da Universidade Federal de Goiás (UFG) é necessários reconhecermos que se estabeleceu um espaço de desinformação sobre a conjuntura das negociações. Assim, é preciso que os docentes da UFG construam com autonomia seu processo de mobilização, constituindo o Fórum de Mobilização dos Professores da UFG para darmos início a organização dos Docentes dessa Universidade na conquista dos seus direitos. No próximo dia 28/05, às 14 horas, na Faculdade de Educação da UFG haverá uma nova reunião do Fórum para esclarecer as questões apresentadas e debater os rumos do movimento docente.
Professores, compareçam! Somente organizados podemos enfrentar a ofensiva sobre nosso trabalho, nossas carreiras e nossas vidas!

Fórum de Mobilização dos Professores da UFG

http://professoresufgnaluta.blogspot.com.br/
professoresnalutaufg@gmail.com